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Rui Costa associa Lula a 103,5 mi de ocupados e critica Flávio Bolsonaro por Milei

Análise detalhada da campanha de Rui Costa, que vincula Lula a recordes de emprego e critica Flávio Bolsonaro por seguir modelo de Milei, com base em dados do IBGE e contexto hi...

Por Helena Marques · Editora-chefe
TL;DR · 10 min de leitura

Análise detalhada da campanha de Rui Costa, que vincula Lula a recordes de emprego e critica Flávio Bolsonaro por seguir modelo de Milei, com base em dados do IBGE e contexto hi...

Em 29 de setembro de 2026, Rui Costa declarou que o Brasil chegou a 103,5 milhões de pessoas ocupadas, conforme divulgado pelo IBGE para o trimestre encerrado em agosto. Ele associou esse resultado ao governo Lula e o apresentou como prova de que é possível crescer, gerar emprego e aumentar a renda. Durante uma caminhada em Salvador, ao lado do presidente, do governador Jerônimo Rodrigues e do senador Jaques Wagner, o candidato ao Senado contrastou esse cenário com a inspiração da campanha de Flávio Bolsonaro nas reformas de Javier Milei. jornalgrandebahia.com.br

Contudo, dados do Banco Central indicam que a taxa média de inadimplência no crédito subiu para 5% em agosto de 2026, mesmo com o recorde de ocupação registrado pelo IBGE. Esse aumento sugere que muitas famílias estão enfrentando dificuldades para honrar dívidas, apesar da maior renda proveniente do trabalho. A situação revela um desafio que não aparece nas declarações de Rui Costa, mas que é relevante para avaliar o pleno impacto da recuperação do mercado de trabalho. esferabrasil.com.br

O objetivo desta análise é ir além do simples confronto entre os modelos Lula e Milei, investigando quais políticas específicas impulsionaram a criação de postos de trabalho nos últimos anos. Ao mesmo tempo, será examinada a relação entre o aumento da ocupação e o crescimento da inadimplência, buscando entender se a expansão da renda está sendo acompanhada por proteção adequada ao crédito. Dessa forma, o texto pretende oferecer ao leitor trabalhador uma visão equilibrada que reconheça avanços reais e apontar áreas que ainda demandam atenção do poder público.

Rui Costa e os recordes de ocupação: dados do IBGE no centro da campanha

Durante um evento em Salvador no dia 29 de setembro de 2026, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) associou o presidente Lula aos recentes indicadores de emprego, destacando o recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas e a taxa de desemprego de 5,3%, a menor da série histórica desde 2012 jornalgrandebahia.com.br. Ele usou esses dados para contrapor o modelo econômico do governo atual às propostas da oposição, que, segundo ele, teriam inspiração em reformas do presidente argentino Javier Milei. A caminhada com Lula em Salvador foi transferida de Feira de Santana por decisão da coordenação nacional, reforçando a presença do presidente no estado.

Os dados do IBGE, divulgados no mesmo dia, mostraram que a taxa de desemprego caiu para 5,3% no trimestre encerrado em agosto, com um ganho de 774 mil postos de trabalho em relação ao trimestre anterior portaltela.com. O número de pessoas ocupadas atingiu 103,5 milhões, o maior contingente da série histórica, enquanto a força de trabalho chegou a 109,3 milhões. No mesmo período, dados argentinos registraram desemprego de 7,9% e queda de 5% na produção industrial em julho, reforçando a comparação feita por Rui Costa entre os dois países.

O contexto histórico desses números remonta a um período de intensas reformas econômicas entre 2016 e 2022, que alteraram significativamente o cenário do país. Durante o governo Temer, foram aprovadas medidas como o teto de gastos, a Lei das Estatais e a reforma trabalhista, que reduziram a litigiosidade em mais de 40% até 2022. A implementação da Taxa de Longo Prazo (TLP) em 2018 também teve impacto ao reduzir o endividamento dos bancos públicos e impulsionar a captação de empresas no mercado de capitais, que saltou de R$ 125,5 bilhões em 2016 para mais de R$ 600 bilhões em 2021. Essas reformas criaram uma base estrutural que, combinada com as políticas do governo Lula desde 2023, como a retomada do Bolsa Família e a criação do Pé-de-Meia, contribuiu para os atuais recordes de ocupação e a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU.

Contexto histórico: reformas econômicas de 2016 a 2022 e seu legado

Entre 2016 e 2018, o governo Temer aprovou reformas estruturais que marcaram o cenário econômico brasileiro, incluindo a emenda constitucional do teto de gastos, a Lei das Estatais e a reforma trabalhista esferabrasil.com.br. A reforma trabalhista, em particular, reduziu em mais de 40% a litigiosidade das relações de trabalho até 2022, enquanto a implementação da Taxa de Longo Prazo (TLP) em 2018 ajudou a controlar o endividamento dos bancos públicos. Essas medidas também impulsionaram a captação de empresas no mercado de capitais, que cresceu de R$ 125,5 bilhões em 2016 para R$ 610,3 bilhões em 2021, demonstrando um efeito de estabilização e atratividade de investimentos.

O governo Lula, que assumiu em 2023, herdou um cenário pós-reformas e buscou reverter alguns dos efeitos mais negativos, ao mesmo tempo em que mantém aspects das estruturas criadas pt.wikipedia.org. A administração retomou programas sociais como o Bolsa Família e o Minha Casa Minha Vida, além de criar iniciativas inovadoras como o Pé-de-Meia, focado em estudantes de baixa renda. Essas políticas foram fundamentais para a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU e para os atuais indicadores de emprego, que combinam crescimento formal com redução da pobreza.

A transição entre esses períodos revela uma complexa interação entre as reformas de estruturação fiscal dos anos 2010 e as políticas de proteção social adotadas a partir de 2023. Enquanto as reformas do governo Temer focaram em ajuste fiscal e flexibilização, o governo Lula priorizou a reconstrução do tecido social e econômico, um equilíbio que pode ser observado nos dados atuais de ocupação e no combate à fome. Essa combinação de disciplina fiscal e investimento social tem sido apontada como um modelo alternativo às propostas de corte gasto defendidas por setores da oposição, que frequentemente citam exemplos internacionais como o da Argentina sob Milei.

Paradoxo econômico: emprego recorde versus alta da inadimplência Em agosto de 2026, a taxa média de inadimplência nas operações de crédito subiu para 5 %, segundo o Banco Central, enquanto a população ocupada atingiu recorde de 103,5 milhões de pessoas, conforme dados do IBGE. Apesar do crescimento da renda, o economista Ricardo Buso aponta que a combinação de inflação elevada e juros mais altos deixa muitas dívidas “impagáveis”. Essa situação cria um paradoxo em que mais pessoas trabalham, mas a capacidade de honrar compromissos financeiros diminui. O aumento dos juros, usado como resposta à inflação, eleva o custo do crédito e pressiona o orçamento das famílias.

Segundo o IBGE, 37,5 % dos trabalhadores estavam na informalidade em agosto de 2026, o que representa 38,8 milhões de pessoas sem registro formal. Essa alta informalidade indica que uma parcela significativa da força de trabalho não tem acesso a benefícios como FGTS, seguro‑desemprego ou aposentadoria por empresa. Trabalhadores informais costumam ter renda mais volátil e menor poder de negociação, o que pode dificultar o pagamento de dívidas mesmo quando há ocupação. A presença massiva de informais também reduz a arrecadação tributária, limitando recursos para políticas de crédito mais acessíveis.

Adicionalmente, a pesquisa do IBGE mostrou que 15 milhões de pessoas estavam subutilizadas naquele mês, com taxa de subutilização de 13,1 %. Essa subutilização, somada à informalidade, mostra que parte da população ocupada não consegue horas suficientes ou está em empregos precários, o que pode explicar por que o aumento da ocupação não se traduziu em menor inadimplência. Trabalhadores subutilizados frequentemente enfrentam renda insuficiente para comprometer dívidas de longo prazo, enquanto buscam por mais horas ou melhores oportunidades. O cenário revela que o crescimento do emprego precisa ser acompanhado de melhoria na qualidade dos postos de trabalho para reduzir o risco de calote.

Cenário eleitoral: comparativa de projetos e influência de modelos externos Em 29 de setembro de 2026, o candidato ao Senado Rui Costa (PT) declarou que a eleição presidencial de 04/10/2026 coloca em confronto dois projetos econômicos distintos. Ele associou o governo Lula ao crescimento do emprego e à geração de renda, enquanto apontou que a campanha de Flávio Bolsonaro busca inspiração nas reformas do presidente argentino Javier Milei. Essa comparação foi feita durante uma agenda eleitoral em Salvador, ao lado do presidente Lula e de outros líderes petistas. Rui Costa pediu ao eleitor que reflita sobre qual modelo de desenvolvimento o país deseja seguir.

O terceiro governo Lula, iniciado em 1º de janeiro de 2023, conseguiu reduzir o desemprego a 5,3 % no trimestre encerrado em agosto de 2026 e posicionar o Brasil entre as dez maiores economias do planeta. Esses resultados foram obtidos apesar de um cenário internacional desafiador e refletem a ênfase do executivo em políticas de inclusão e investimento produtivo. A recuperação pós‑pandemia foi impulsionada por programas de crédito orientado, aumento do salário mínimo acima da inflação e expansão de obras de infraestrutura. A combinação desses fatores contribuiu para a criação de milhões de postos de trabalho formais e informais.

Em 14 de setembro de 2026, Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro, definiu o modelo de Milei como um “ótimo exemplo” para reformas, sobretudo na agenda fiscal e na redução de normas. Isso indica que a oposição pretende adotar referências externas para justificar uma proposta de Estado menor, enquanto o governo destaca os avanços internos alcançados sob sua gestão. O debate coloca em xeque se a trajetória de crescimento com inclusão social pode ser mantida diante de propostas que privilegiam ajuste fiscal drástico e desregulamentação. O eleitor deverá weighing esses caminhos diante dos indicadores de emprego, renda e estabilidade macroeconômica apresentados até setembro de 2026.

CONCLUSAO

A campanha de Lula fundamenta sua narrativa em conquistas econômicas concretas, como o recorde de 103,5 milhões de pessoas ocupadas e a menor taxa de desemprego desde 2012, contrastando com a oposição que se inspira em modelos externos como o de Milei na Argentina. Dados oficiais do IBGE reforçam que o governo atual conseguiu gerar emprego e renda, enquanto a estratégia de Flávio Bolsonaro é vista como uma aposta em reformas radicais que podem afetar direitos trabalhistas e programas sociais.

Com o primeiro turno da eleição previsto para 4 de outubro de 2026, o debate econômico coloca em xeque se os eleitores priorizarão a continuidade de políticas de inclusão ou a adoção de ajustes fiscais agressivos. Mesmo com avanços no mercado de trabalho, desafios como a inflação e o aumento da inadimplência das famílias permanecem como pontos de atenção para os próximos anos. Será que o eleitor brasileiro confiará no modelo de crescimento com emprego ou preferirá o caminho da austregia?

Perguntas Frequentes

Qual é a taxa de desemprego no Brasil em setembro de 2026? A taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em agosto de 2026 foi de 5,3%, a menor desde o início da série histórica em 2012.

Como o governo Lula influenciou o mercado de trabalho? O governo Lula implementou políticas como a retomada do Bolsa Família e investimentos em setores produtivos, o que contribuiu para o recorde de pessoas ocupadas e a redução do desemprego.

Quem é Flávio Bolsonaro e qual sua proposta econômica? Flávio Bolsonaro é candidato à presidência pelo PL e sua equipe econômica propõe inspirar-se em reformas de Javier Milei, focando na redução do estado e ajuste fiscal.

O que é a PNAD Contínua e como ela é importante? A PNAD Contínua é uma pesquisa do IBGE que mede regularmente indicadores de emprego e desemprego no Brasil, fornecendo dados confiáveis para análise do mercado de trabalho.

Quais os principais desafios econômicos atuais do Brasil? Além do recorde de ocupação, o Brasil enfrenta desafios como a inflação, o aumento da inadimplência familiar e a necessidade de manter o crescimento econômico de forma sustentável.

Fontes
  • jornalgrandebahia.com.br — https://jornalgrandebahia.com.br/2026/09/rui-costa-associa-lula-a-recorde-de-ocupacao-e-critica-inspiracao-da-campanha-de-flavio-bolsonaro-em-milei/
  • esferabrasil.com.br — https://esferabrasil.com.br/newsletter/as-conquistas-da-economia-brasileira-nos-ultimos-7-anos-e-os-desafios-do-governo-lula-3
  • pt.wikipedia.org — https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Lula_(2023%E2%80%93presente)
  • noticias.r7.com — https://noticias.r7.com/economia/com-emprego-recorde-por-que-a-inadimplencia-tambem-aumentou-entenda-30092026/
  • portaltela.com — https://www.portaltela.com/economia/2026/09/29/desemprego-cai-a-53-e-brasil-tem-recorde-de-pessoas-ocupadas/
  • sampi.net.br — https://sampi.net.br/nacional/noticias/3007928/brasil-e-mundo/2026/09/emprego-bate-recorde-mas-inadimplencia-cresce-entre-familias
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