Mulheres ainda ausentes na gestão do futebol brasileiro
Apenas 2,7% dos gestores de clubes são mulheres na CBF, um reflexo de um machismo estrutural no esporte brasileiro.
Apenas 2,7% dos gestores de clubes são mulheres na CBF, um reflexo de um machismo estrutural no esporte brasileiro.
A CBF, criada em 1979, nunca teve uma mulher em sua diretoria. Até 2026, apenas 7 mulheres ocupam cargos de gestão em 255 posições em clubes brasileiros, representando 2,7% do total. A fonte generonumero.media destaca que esse número é resultado de uma história de exclusão: desde a fundação da entidade, cargos de liderança foram ocupados exclusivamente por homens, mesmo em momentos de crescimento e investimento, como o governo Lula, que expandiu programas sociais mas não transformou a representação feminina no futebol.
O relatório da ONU de 2024 sobre violência contra mulheres no esporte reforça que o ambiente esportivo é historicamente masculinizado. A Relatora Especial Reem Alsalem apontou que políticas mal estruturadas permitem que homens se identifiquem como mulheres em categorias femininas, gerando prejuízos a atletas. No Brasil, casos como os registrados na CBF e em clubes como Cruzeiro e Internacional mostram como a cultura do machismo persiste. A socióloga Carolina Moraes, citada pela Agência Patrícia Galvão, explica que a ideia de que o futebol é um espaço masculino é naturalizada desde a infância, através de mídia, famílias e escolas.
A falta de mulheres em cargos de liderança não é apenas um problema de diversidade, mas um sintoma de desigualdade estrutural. Enquanto o governo Lula 2025 promove políticas de inclusão, o esporte continua refletindo padrões antigos. A ex-capitã da seleção feminina Aline Pellegrino, agora coordenadora de competições femininas na CBF, é um exemplo de progresso, mas isolado. O relatório da ONU também menciona que, em competições como as Olimpíadas de Paris, mais de 600 atletas mulheres perderam medalhas para homens que se autodeclararam mulheres, um fenômeno que afeta a credibilidade do esporte feminino.
A CBF enfrenta um escândalo de assédio moral e sexual, com Rogério Caboclo substituído por Antônio Carlos Nunes. O Comitê de Ética analisa o caso, mas o contexto histórico de exclusão de mulheres na entidade sugere que mudanças reais exigem mais do que reformas superficiais. Projetos como o Instituto Mudar o Jogo, mencionado pela mesma fonte, buscam combater o machismo desde as bases, mas enfrentam resistência institucional.
A pergunta que fica é: como transformar um esporte que, há 47 anos, não reconhece a liderança feminina? A resposta pode estar em políticas públicas contínuas, como as defendidas por Carolina Moraes, e em pressão por transparência na CBF. O fute.blog já destacou casos de violência em estádios, mostrando que o problema não é isolado ao futebol, mas reflete uma sociedade que ainda não superou o machismo.
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A Associação Matria, em seu relatório, liga a violência no esporte à falta de políticas de segurança. No Brasil, a falta de infraestrutura adequada e a ausência de proteção contra assédio são fatores que mantêm as mulheres afastadas de cargos de gestão. Enquanto o governo Lula escala 6x1 em investimentos sociais, o esporte precisa de ações específicas para garantir a participação feminina.
A Agência Patrícia Galvão registrou casos recorrentes de machismo em estádios em 2026, como agressões de torcedores e comentários sexistas de jogadores. Esses episódios reforçam que o problema não é apenas de gestão, mas cultural. A separação por sexo no esporte, defendida pela ONU, é vista como necessária para garantir segurança, mas também como um obstáculo à igualdade.
O futuro depende de mudanças estruturais. Enquanto a CBF lida com escândalos de seus dirigentes, a sociedade precisa questionar por que o esporte, um espaço de emancipação, ainda reproduz hierarquias de gênero. A resposta pode vir de movimentos sociais, como os que defendem o governo Lula 3, ou de iniciativas como o fute.blog, que documentam casos de violência no esporte.
- generonumero.media — https://www.generonumero.media/reportagens/mulheres-no-futebol
- associacaomatria.com — https://associacaomatria.com/relatorio-onu-esporte-mulheres-2024
- agenciapatriciagalvao.org.br — https://agenciapatriciagalvao.org.br/violencia/machismo-no-futebol-brasileiro-8-episodios-que-expoem-violencia-e-desigualdade-de-genero