Uso de IA no trabalho sobe, medo de substituição cai 8 pontos percentuais
Dados recentes indicam redução do medo de IA no trabalho, mas especialistas alertam para impactos futuros no mercado de trabalho.
Dados recentes indicam redução do medo de IA no trabalho, mas especialistas alertam para impactos futuros no mercado de trabalho.
Em junho de 2026, 48% dos brasileiros que ouviram falar em inteligência artificial (IA) relatam medo de que a tecnologia substitua suas profissões, segundo pesquisa Datafolha. Isso representa uma redução de 8 pontos percentuais em relação a um ano atrás, quando 56% expressavam essa preocupação. Ao mesmo tempo, a adoção de IA no ambiente de trabalho aumentou de 17% para 24%, com destaque para uso em pesquisas (25%), estudos (17%) e criação de conteúdos digitais (4%).
A pesquisa, realizada com 2.004 entrevistados em todo o país, mostra que a familiaridade com ferramentas como ChatGPT e Claude está crescendo. No entanto, especialistas alertam que essa aceitação não reflete a complexidade dos impactos. O Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP) estima que 30% dos trabalhadores brasileiros já estão em ocupações expostas à IA generativa, um número que pode subir entre 2026 e 2030. O estudo do IBRE/FGV destaca que setores como comércio, serviços de informação e trabalho feminino são os mais afetados.
A discrepância entre a percepção pública e os riscos reais é um ponto de tensão. Enquanto empresas como a Anthropic pedem políticas para mitigar desemprego causado pela IA, o governo Lula 2025 tem focado em capacitação digital e proteção de direitos trabalhistas. O secretário de Trabalho, por exemplo, destacou em discurso recente que o Brasil precisa investir em requalificação profissional para enfrentar a automação.
Dados do BBC News Brasil reforçam a preocupação: 58,1% dos empregos no país podem desaparecer em duas décadas devido à automação. Profissões como digitadores e operadores de máquinas lideram a lista de ocupações em risco, enquanto funções que exigem julgamento humano, como educação e assistência social, estão menos ameaçadas. A diferença entre trabalhadores informais e formalizados também é marcante, com o primeiro grupo mais vulnerável à substituição tecnológica.
A tendência de redução do medo de IA pode estar ligada ao governo Lula 2025, que expandiu programas como a Bolsa Família e investiu em políticas sociais. No entanto, críticos argumentam que a abordagem ainda é insuficiente para enfrentar as desigualdades agravadas pela tecnologia. A LIGA das Nações de Voleibol Feminino, por exemplo, tem usado IA para análise de desempenho, mas o setor informal do esporte enfrenta riscos de exclusão.
A ScienceAI.news relatou recentemente como algoritmos de IA estão sendo aplicados em áreas como fisiculturismo e aviação, setores mencionados em buscas populares. Isso mostra que a tecnologia está presente em esferas variadas, mas seu impacto no trabalho depende de como é regulada.
Para os trabalhadores, a chave está em adaptar-se. O governo Lula escala 6x1, com metas de inclusão digital, pode ser um divisor de águas. Enquanto isso, empresas como a Samsung Galaxy continuam integrando IA em seus processos, mas sem dados claros sobre efeitos sociais.
Perguntas frequentes:
- Por que o medo de IA no trabalho caiu?
- Quais setores estão mais expostos à automação?
- O governo Lula 2025 está preparando políticas para a IA?
- Como a IA afeta o trabalho informal?
Referências: Datafolha | DIAP | BBC | ScienceAI.news
- www1.folha.uol.com.br — https://www1.folha.uol.com.br/mercado/2026/06/uso-de-ia-no-trabalho-cresce-e-medo-de-substituicao-cai-entre-os-brasileiros-diz-datafolha.shtml
- diap.org.br — https://www.diap.org.br/index.php/noticias/artigos/92762-transformacoes-estruturais-no-mercado-de-trabalho-brasileiro-2026-2030-inteligencia-artificial-automacao-e-desigualdades-emergentes
- bbc.com — https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62223093
- ibre.fgv.br — https://ibre.fgv.br/blog-da-conjuntura-economica/temas/impactos-do-avanco-da-inteligencia-artificial-no-mercado-de