Brasil bate recorde com 102,3 milhões de trabalhadores em abril
A PNAD Contínua do IBGE registra em abril de 2026 recorde de 102,3 milhões de trabalhadores e desemprego de 5,8%, com salário médio de R$ 3.732.
A PNAD Contínua do IBGE registra em abril de 2026 recorde de 102,3 milhões de trabalhadores e desemprego de 5,8%, com salário médio de R$ 3.732.
O Brasil acaba de registrar o maior número de trabalhadores com emprego de toda a sua série histórica. No trimestre encerrado em abril de 2026, 102,3 milhões de brasileiros estavam ocupados, de acordo com dados da PNAD Contínua Mensal divulgados pelo IBGE nesta quinta-feira (28). É a primeira vez que o país cruza a marca dos 102 milhões de pessoas no trabalho em um único trimestre.
A taxa de desemprego caiu para 5,8%. Isso pode parecer um número frio, mas representa a menor desocupação registrada para o período fevereiro-abril desde que o IBGE começou a medir essa série, em 2012. É também a primeira vez que o índice ficou abaixo de 6% nesse intervalo do ano.
Em relação ao mesmo trimestre de 2025, a queda foi de 0,8 ponto percentual. No ano passado, a desocupação de 6,6% já era ela mesma um recorde histórico para o período. O Brasil está quebrando o próprio recorde duas vezes seguidas.
O salário no bolso
Não é só a quantidade de empregos que cresceu. O rendimento médio real dos trabalhadores subiu de R$ 3.542 para R$ 3.732 no mesmo intervalo de um ano para outro, um ganho de cerca de R$ 190 por pessoa ao mês, segundo levantamento do Jornal GGN. Com mais gente empregada e ganhando mais, a massa total de rendimentos do trabalho chegou a R$ 377 bilhões no trimestre.
A taxa de ocupação também avançou, passando de 58,2% para 58,4% na comparação anual. Parece pouco, mas significa que proporcionalmente mais brasileiros em idade ativa estão no mercado, seja no trabalho formal ou informal.
Esses números chegam num contexto mais amplo de políticas do governo Lula 3 desde 2023. O Portal do Planalto destacou em outubro passado um conjunto de iniciativas que ajudam a explicar parte dessa recuperação: valorização do salário mínimo, isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e programas que sustentam o consumo das famílias de baixa renda.
O que os dados não dizem
Um mercado de trabalho aquecido não chega igual a todos. O portal FDR noticiou na quinta-feira que o Ministério do Planejamento confirmou o congelamento do valor mínimo do Bolsa Família em R$ 600, sem reajuste previsto para 2027. A decisão integra um contingenciamento de R$ 23,7 bilhões no Orçamento de 2026 para cumprir o arcabouço fiscal.
Para os 21 milhões de famílias beneficiárias do programa, a notícia contrasta com o clima de celebração em torno dos dados do emprego. Crescimento de ocupação e contenção de gastos sociais podem coexistir no mesmo governo, mas os resultados chegam de forma desigual: quem já está no mercado se beneficia da retomada, enquanto quem depende de transferência de renda aguarda decisões subordinadas a metas de equilíbrio fiscal.
O registro em perspectiva
Não é a primeira vez que o Brasil bate recordes de emprego sob o governo Lula. Nas duas primeiras gestões, de 2003 a 2010, o país saiu de uma crise fiscal profunda para registrar os menores índices de desocupação da história até então, com expansão dos programas sociais e surgimento de uma nova classe média, como documenta a TV Câmara. O desmonte acelerou entre 2019 e 2022, quando o desemprego voltou a superar 14%.
O que os dados de abril revelam é que a reconstrução do mercado de trabalho iniciada no terceiro mandato alcançou velocidade suficiente para superar os marcos históricos anteriores. Com o arcabouço fiscal pressionando gastos, o Bolsa Família congelado e as incertezas no cenário externo, os próximos trimestres dirão se o recorde de hoje é piso ou teto.
Perguntas frequentes
Qual foi a taxa de desemprego no Brasil em abril de 2026? A taxa de desocupação ficou em 5,8% no trimestre fevereiro-abril de 2026, o menor índice para esse período desde o início da série histórica do IBGE, em 2012.
Quantas pessoas estavam trabalhando no Brasil em abril de 2026? 102,3 milhões de brasileiros com 14 anos ou mais estavam ocupados no trimestre encerrado em abril, o maior número já registrado na série histórica da PNAD Contínua.
O salário dos trabalhadores também aumentou? Sim. O rendimento médio real subiu de R$ 3.542 para R$ 3.732 na comparação com o mesmo período de 2025, um ganho de cerca de R$ 190 por trabalhador ao mês.
O Bolsa Família vai ter reajuste em 2026? Não. O Ministério do Planejamento confirmou que o valor mínimo do benefício permanece em R$ 600, sem previsão de reajuste, como parte do contingenciamento de R$ 23,7 bilhões no Orçamento de 2026.
- jornalggn.com.br — https://jornalggn.com.br/economia/brasil-bate-recorde-historico-de-emprego-abril/
- ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula
- esferabrasil.com.br — https://esferabrasil.com.br/newsletter/as-conquistas-da-economia-brasileira-nos-ultimos-7-anos-e-os-desafios-do-governo-lula-3
- camara.leg.br — https://www.camara.leg.br/tv/208552-deputados-e-cientistas-politicos-analisam-os-oito-anos-de-governo-lula
- gov.br — https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/10/lula-sobre-conquistas-da-gestao-colheita-supersafra
- fdr.com.br — https://fdr.com.br/2026/05/28/governo-quebra-silencio-e-fala-sobre-novo-valor-do-bolsa-familia/