Datafolha: 71% dos trabalhadores não temem perder o emprego
Datafolha revela que sete em cada dez trabalhadores brasileiros se sentem seguros no emprego em maio de 2026, maior nível desde 2013, com desemprego em 6%.
Datafolha revela que sete em cada dez trabalhadores brasileiros se sentem seguros no emprego em maio de 2026, maior nível desde 2013, com desemprego em 6%.
Sete em cada dez trabalhadores brasileiros não têm medo de perder o emprego. É o que mostra pesquisa do Datafolha divulgada nesta quarta-feira, com o índice de 71% marcando o maior patamar desde 2013. O dado coincide com uma taxa de desemprego em torno de 6%, o menor nível já registrado na série histórica do país.
O levantamento ouviu 1.312 pessoas de 16 anos ou mais entre os dias 12 e 13 de maio, em 139 municípios brasileiros. Participaram apenas trabalhadores da População Economicamente Ativa, formais e informais, de assalariados a autônomos e empresários. A margem de erro é de três pontos percentuais.
Outros 9% disseram enxergar alguma chance de demissão, e 19% consideram o risco elevado. Ou seja, um em cada cinco trabalhadores ainda carrega esse peso, dado que não pode ser ignorado, sobretudo entre quem está na base da pirâmide salarial.
A diferença em relação ao passado recente
O contraste com julho de 2019, última vez que o Datafolha aplicou essa pesquisa, é expressivo. Naquele momento, apenas 58% diziam não correr risco de demissão, enquanto o desemprego batia 11,9%, quase o dobro do patamar atual. Em sete anos, o panorama do mercado de trabalho se transformou de forma significativa.
Percentuais acima de 70% já haviam sido registrados no segundo governo Lula e no primeiro mandato de Dilma Rousseff. O recorde da série ocorreu em março de 2013, quando 75% dos trabalhadores afirmavam não ver risco de perder a vaga. O ciclo atual se aproxima desse pico histórico.
Quem se sente mais seguro
A confiança não está distribuída igualmente. Trabalhadores com 60 anos ou mais são os mais tranquilos: 80% desse grupo dizem não correr risco. Entre servidores públicos, o índice sobe para 84%.
Já entre quem ganha até dois salários mínimos, cerca de R$ 3.242, a segurança cai: 65% não temem demissão. São quase 20 pontos percentuais a menos do que os servidores, o que revela que a proteção do emprego formal ainda não chega com a mesma intensidade a quem está na base da pirâmide salarial.
O que os números mostram além da superfície
Uma taxa de desemprego de 6% não acontece por acaso. Ela reflete o efeito combinado do Bolsa Família ampliado, do reajuste real do salário mínimo e da expansão do crédito para trabalhadores de menor renda. O governo Lula listou esse índice entre as conquistas da gestão, ao lado da isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e da saída do Brasil do Mapa da Fome.
A sensação de estabilidade captada pela pesquisa não é apenas um dado de percepção. Ela reflete condições materiais que melhoraram de forma mensurável para uma parcela significativa da população. O calendário de benefícios de maio de 2026, que inclui Bolsa Família, BPC e outros programas, sustenta parte da estabilidade financeira das famílias mais vulneráveis.
Análises históricas sobre os governos petistas dos anos 2000 e início dos 2010, como as reunidas pela TV Câmara, mostram que a combinação de crescimento econômico com redução da pobreza marcou justamente os períodos em que a sensação de segurança no trabalho era mais elevada. Não é coincidência que os maiores índices da série Datafolha tenham ocorrido nesses momentos.
O que vem a seguir
O dado é positivo, mas o país ainda precisa converter essa confiança em salários mais altos e em proteção efetiva para os trabalhadores informais, que ficam fora da proteção plena mesmo em tempos de baixo desemprego. A questão que permanece é se o mercado de trabalho conseguirá sustentar esse patamar diante das pressões do cenário econômico global e dos desafios fiscais internos.
Perguntas frequentes
Por que 71% dos trabalhadores brasileiros não têm medo de perder o emprego? O Datafolha aponta que o índice está diretamente associado à taxa de desemprego de cerca de 6%, a mais baixa já registrada no país, combinada com a expansão do emprego formal e das políticas de proteção social dos últimos anos.
Qual é o recorde histórico de segurança no emprego no Brasil? O maior percentual registrado pelo Datafolha nessa série foi em março de 2013, quando 75% dos trabalhadores afirmavam não ver risco de demissão, também em um período de desemprego baixo e crescimento econômico acelerado.
Quem tem mais medo de perder o emprego no Brasil hoje? Trabalhadores com renda de até dois salários mínimos apresentam maior insegurança: apenas 65% dizem não correr risco, contra 84% entre servidores públicos e 80% entre trabalhadores com 60 anos ou mais.
Como o governo Lula 3 influenciou o mercado de trabalho? A gestão atual combinou reajuste real do salário mínimo, ampliação do Bolsa Família, isenção do IR para rendas até R$ 5 mil e programas de crédito popular, fatores que contribuíram para o aquecimento do mercado e a queda histórica do desemprego.
- infomoney.com.br — https://www.infomoney.com.br/politica/datafolha-71-dos-trabalhadores-dizem-nao-ter-medo-de-perder-o-emprego/
- ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula
- camara.leg.br — https://www.camara.leg.br/tv/208552-deputados-e-cientistas-politicos-analisam-os-oito-anos-de-governo-lula
- esferabrasil.com.br — https://esferabrasil.com.br/newsletter/as-conquistas-da-economia-brasileira-nos-ultimos-7-anos-e-os-desafios-do-governo-lula-3
- gov.br — https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2025/10/lula-sobre-conquistas-da-gestao-colheita-supersafra
- estadao.com.br — https://www.estadao.com.br/einvestidor/radar/calendario-maio-2026-gas-do-povo-bolsa-familia-inss-bpc-pis-pasep/