Emprego formal bate recorde com 5% de alta em 2025, mas renda média cai
Dados da Rais mostram estoque recorde de empregos formais em 2025, com serviços na liderança, enquanto governo Lula destaca políticas sociais e redução de desigualdade.
Dados da Rais mostram estoque recorde de empregos formais em 2025, com serviços na liderança, enquanto governo Lula destaca políticas sociais e redução de desigualdade.
O mercado de trabalho formal brasileiro encerrou 2025 com um volume recorde de vagas com carteira assinada. O estoque total atingiu 59,971 milhões de postos, uma expansão de 5% na comparação com o ano anterior, conforme os dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais) divulgados nesta quarta-feira pelo Ministério do Trabalho. A informação é do jornal FolhaPE.
O setor de serviços foi o grande motor dessa geração, respondendo por 35,695 milhões de empregos, um crescimento de 7,2%. Em seguida vêm o comércio, com 10,487 milhões (+1,7%), a indústria, com 9,017 milhões (+1,7%), a construção civil, com 2,57 milhões (+2,5%), e a agropecuária, com 1,812 milhões (+1,6%). Um destaque particular vai para a administração pública, que teve a maior variação percentual: 11,10%, totalizando 18,432 milhões de postos formais.
Apesar do avanço expressivo no número de vagas, a remuneração média dos trabalhadores formais apresentou uma queda de 0,5% em 2025, fixando-se em R$ 4.434,38. Esse movimento divergente entre quantidade de empregos e valor dos salários é um ponto de atenção na análise do cenário.
A reação do mercado
A expansão do emprego formal no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ocorre em um contexto de retomada de políticas sociais e econômicas focadas na inclusão. O governo tem destacado uma série de conquistas nos primeiros anos de gestão, como a reconstrução do Bolsa Família, a saída de milhões da pobreza e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, medida que começa a valer em janeiro de 2026.
“Estamos aqui apresentando o resultado de um trabalho e esforço coletivo… sob a liderança e entusiasmo do presidente Lula”, afirmou o ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em balanço recente. Ele enfatizou que, entre 2022 e 2024, quase 9 milhões de brasileiros saíram da pobreza e mais 13 milhões deixaram a extrema pobreza. A renda per capita do país cresceu quase 5% no período, mas entre os mais pobres o avanço foi de 13,2%, mostrando um esforço concentrado na base da pirâmide.
A combinação de mais empregos, mesmo com uma renda média estável ou em leve queda, forma um quadro complexo. O aumento do número de vagas, especialmente em setores como serviços, pode estar associado a uma maior formalização de postos de trabalho de menor qualificação, o que pressiona a média para baixo. Por outro lado, as transferências de renda do governo, como o Bolsa Família ampliado e o abono salarial do PIS/Pasep, que paga nesta sexta-feira (15) a 4,5 milhões de trabalhadores, injetam recursos diretamente nas famílias, mitigando o impacto da estagnação salarial.
O que os números não mostram
Os dados da Rais, referentes a 2025, captam um momento específico. Eles não medem, por exemplo, a qualidade desses empregos ou a jornada de trabalho. A expansão de 11,3% em empresas com mil ou mais funcionários sugere que a formalização também está concentrada em grandes corporações, o que pode trazer mais estabilidade. Já o forte avanço no setor público (11,10%) reflete um Estado em reconstrução após anos de cortes, com impacto direto na oferta de serviços à população.
Para o trabalhador na ponta, a notícia de mais carteiras assinadas é positiva, mas a renda menor significa que o poder de compra pode não acompanhar a inflação ou o aumento do custo de vida. O governo aposta que a combinação de emprego, benefícios sociais e a isenção do IR vai gerar um alívio real no orçamento familiar em 2026.
Olhando para frente
Com a proximidade das eleições de 2026, o cenário do emprego formal será um indicador crucial. O desafio do próximo ano será transformar o crescimento quantitativo em ganhos salariais consistentes, especialmente para os mais pobres, que já mostraram recuperação de renda nos últimos anos. A manutenção das políticas de valorização do salário mínimo e a continuidade da agenda de redução de desigualdade serão testadas nas urnas.
FAQ
Por que a renda média caiu se o emprego cresceu? A queda na remuneração média pode refletir a criação de mais vagas em setores de menor valor agregado ou com jornadas parciais, o que puxa a média para baixo mesmo com mais pessoas empregadas.
Quais setores mais geraram empregos formais em 2025? O setor de serviços liderou, com alta de 7,2%, seguido pela construção civil (2,5%) e pela administração pública (11,10%).
Como o governo Lula relaciona esses dados às suas políticas? O governo associa a geração de empregos às suas políticas sociais, como o Bolsa Família reconstruído e a isenção do IR para baixas rendas, que buscam aumentar a renda disponível das famílias.
O que é a Rais e por que ela é importante? A Relação Anual de Informações Sociais (Rais) é uma pesquisa oficial do Ministério do Trabalho que fornece um retrato detalhado do mercado de trabalho formal no Brasil, servindo de base para políticas públicas.
- folhape.com.br — https://www.folhape.com.br/economia/estoque-de-empregos-formais-no-brasil-sobe-5-em-2025-a-59971/487052/
- ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula/
- tvtnews.com.br — https://tvtnews.com.br/governo-lula-apresenta-resultados-historicos/
- horadopovo.com.br — https://horadopovo.com.br/lula-resgata-conquistas-e-aponta-desafios-para-2026-a-soberania-e-a-democracia-venceram/
- valorinveste.globo.com — https://valorinveste.globo.com/mercados/brasil-e-politica/programas-sociais/noticia/2026/05/13/pis-pasep-governo-para-novo-lote-do-abono-salarial-na-sexta-15-veja-quem-recebe.ghtml
- correiodopovo.com.br — https://www.correiodopovo.com.br/not%C3%ADcias/ensino/enem-2026-inep-divulga-resultado-do-pedido-de-isencao-1.1713230