Renda per capita bate recorde em 2025 e chega a R$ 2.264, diz IBGE
Em 2025, a renda média por morador chegou a R$ 2.264, alta maior em um ano do que nos sete anos somados entre 2012 e 2019, segundo a Pnad Contínua do IBGE.
Em 2025, a renda média por morador chegou a R$ 2.264, alta maior em um ano do que nos sete anos somados entre 2012 e 2019, segundo a Pnad Contínua do IBGE.
A renda per capita dos brasileiros chegou a R$ 2.264 mensais em 2025, o patamar mais alto desde que o IBGE iniciou essa medição, em 2012. Em um único ano, a alta real foi de 6,9%, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua divulgada nesta sexta-feira pelo instituto.
O dado carrega uma comparação que impressiona: em 2025, a renda avançou mais em 12 meses do que nos sete anos somados entre 2012 e 2019, período em que o crescimento total foi de 6,8%. Desde o início da série, o acúmulo chega a 27% de ganho real.
Para quem tem alguma fonte de renda, o valor médio ficou ainda mais alto: R$ 3.367, também recorde histórico. A pesquisa, detalhada pelo O Globo, considera todas as origens de rendimento, do salário à aposentadoria.
O trabalho como motor
O protagonista da virada foi o mercado de trabalho. Analistas da Pnad no IBGE apontaram que o rendimento laboral liderou a alta em 2025, ano em que as taxas de desocupação recuaram a patamares inéditos na série histórica. Mais brasileiros empregados, ganhando mais, aqueceram a renda de toda a cadeia familiar.
Benefícios sociais também pesaram, mas de modo diferente. Segundo levantamento dos Metrópoles, 19,4 milhões de pessoas, ou 9,1% da população, dependem de programas governamentais como fonte de renda. O rendimento médio desse grupo recuou de R$ 875 para R$ 870 entre 2024 e 2025, queda marginal que não apaga o fato de que o valor é 71% maior que os R$ 508 registrados em 2019.
Aposentadoria e pensão surgem como a segunda fonte de renda mais comum no país, alcançando 29,3 milhões de pessoas, fatia que cresce a cada ano com o envelhecimento da população brasileira.
O mapa da desigualdade
A média nacional esconde uma fratura regional profunda. O Distrito Federal lidera com o maior rendimento per capita do país, três vezes superior ao do Maranhão, estado com o menor índice. O crescimento chega, mas ainda não chega igual para todos os cantos.
Esse avanço se consolida no governo Lula 3. O Planalto tem vinculado esses resultados a políticas de valorização do trabalho e redistribuição de renda. Dados de reunião ministerial de dezembro de 2025, conforme apurou a TVT News, apontam que entre 2022 e 2024 a renda dos mais pobres cresceu 13,2%, ritmo quase três vezes superior à média geral de 4,9% no mesmo intervalo.
Nos dois primeiros mandatos, entre 2003 e 2010, o governo Lula já havia registrado crescimento acumulado de 23% na renda per capita. O ciclo atual prolonga essa trajetória, mas enfrenta um contexto mais exigente: pressão inflacionária e restrições fiscais que limitam o alcance das políticas públicas.
O que os números ainda não revelam
Renda média alta não é sinônimo de desigualdade resolvida. Quando os mais ricos avançam muito mais que a base, a média sobe mesmo sem redução real das distâncias sociais. Para avaliar se a melhora chegou a todos, é preciso desagregar os dados por faixa de renda, análise que a pesquisa do IBGE permite em relatórios complementares ainda não divulgados na íntegra.
A grande questão para 2026, último ano do mandato, é a sustentabilidade do recorde. Se o mercado de trabalho arrefecer, a renda pode estacionar. Manter esse patamar vai depender de emprego aquecido e de salários que não percam para a inflação.
FAQ
O que é renda per capita domiciliar? É a soma de todas as rendas recebidas no domicílio dividida pelo total de moradores, incluindo crianças e quem não tem renda própria. Especialistas usam esse indicador para medir o bem-estar médio da população ao longo do tempo.
A alta de 6,9% significa que todos os brasileiros ganharam mais? Não necessariamente. Renda per capita é uma média, e médias podem subir puxadas pelos ganhos dos mais ricos. Para saber se os mais pobres também melhoraram, é preciso analisar a distribuição por faixa de renda em relatórios complementares do IBGE.
Por que a renda de programas sociais caiu levemente em 2025? O rendimento médio dos beneficiários recuou de R$ 875 para R$ 870. A queda é pequena, mas indica que o motor principal do crescimento da renda geral em 2025 foi o mercado de trabalho, não os benefícios governamentais.
Qual estado tem a maior renda per capita do Brasil? O Distrito Federal lidera, com um valor três vezes superior ao do Maranhão, o estado com o menor rendimento médio, segundo a Pnad Contínua 2025 do IBGE.
- oglobo.globo.com — https://oglobo.globo.com/economia/noticia/2026/05/08/renda-media-no-brasil-sobe-69percent-em-2025-e-chega-a-r-2264-novo-recorde.ghtml
- ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula/
- tvtnews.com.br — https://tvtnews.com.br/governo-lula-apresenta-resultados-historicos/
- gov.br — https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2023/04/em-100-dias-250-realizacoes-que-ja-mudaram-os-rumos-do-brasil
- pt.wikipedia.org — https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Lula_(2003%E2%80%932011)
- metropoles.com — https://www.metropoles.com/brasil/ibge-194-milhoes-tem-renda-de-programas-sociais-do-governo