Rui Costa apresenta balanço histórico do governo Lula 3
Ministro da Casa Civil detalha queda da pobreza, crescimento de renda e isenção fiscal em três anos de governo Lula 3, enquanto debate social aquece para 2026.
Ministro da Casa Civil detalha queda da pobreza, crescimento de renda e isenção fiscal em três anos de governo Lula 3, enquanto debate social aquece para 2026.
Quase 9 milhões de pessoas saíram da pobreza nos dois primeiros anos do governo Lula 3. Outros 13 milhões deixaram a extrema pobreza entre 2022 e 2024. Esses dados estavam no centro do balanço apresentado pelo ministro Rui Costa (Casa Civil) em reunião ministerial realizada em 17 de dezembro de 2025, quando o governo convocou seus integrantes para avaliar três anos de gestão e definir metas para o último ano do mandato.
Os números apontam uma direção clara. A renda per capita do país cresceu 4,9% nesse período. Entre os brasileiros mais pobres, o salto foi de 13,2%, quase três vezes acima da média nacional, um dado que indica que o crescimento econômico chegou a quem mais precisava.
A reforma que mais impactou o orçamento das famílias também veio nessa fase. A isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil vai beneficiar mais de 15 milhões de trabalhadores, de acordo com a TVT News. Para Rui Costa, a medida traduz uma escolha política explícita: quem ganha mais vai contribuir um pouco mais, enquanto a maioria tem alívio imediato no bolso.
A renda nas famílias
O Bolsa Família segue como principal instrumento de proteção social. Em maio de 2026, o valor base é de R$ 600, mas famílias com filhos pequenos, adolescentes ou gestantes recebem valores maiores. Conforme o Diário de Pernambuco, uma família com dois filhos menores de 7 anos já acumula R$ 300 a mais no benefício, com o total chegando perto de R$ 900 dependendo da composição familiar.
Os pagamentos de maio começam no dia 18, seguindo o último dígito do NIS. O dinheiro cai no aplicativo Caixa Tem e também pode ser sacado com o cartão do programa em caixas eletrônicos da Caixa.
O programa havia sido praticamente desmontado na gestão anterior. Ao retomá-lo, o governo Lula 3 reajustou os valores e criou adicionais para crianças e gestantes. Como registrou o portal do Planalto, já nos primeiros três meses do mandato mais de 21 milhões de famílias receberam um valor médio de R$ 670, o maior da história dos programas de transferência de renda do país.
O que esse balanço revela além dos números
O governo Lula 3 encerra seu penúltimo ano com uma aposta política explícita: crescimento econômico e redução da desigualdade não são objetivos contraditórios. A renda dos mais pobres crescendo quase três vezes acima da média nacional é um argumento concreto contra a narrativa de que transferências de renda freiam o desenvolvimento.
Para entender o peso dessas conquistas, vale situar o momento. O governo Lula 1, de 2003 a 2010, também foi marcado pela combinação de crescimento com inclusão social. O governo Lula 3 retomou essa trajetória depois de quatro anos de retrocessos, num ambiente fiscal muito mais restrito e com pressão constante sobre as contas públicas.
A disputa política em torno do programa social
Não faltam adversários ao modelo. O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), pré-candidato à Presidência, afirmou em entrevista à BandNews TV que pretende cortar o Bolsa Família para quem ele chama de “geração de imprestáveis”, grupo que descreve como pessoas que recusam emprego formal para viver de benefício governamental. A declaração foi repercutida pelo Valor Econômico e gerou reações imediatas.
O programa já prevê condicionalidades, exigindo frequência escolar das crianças e acompanhamento de saúde. A proposta de Zema deixa de lado o fato de que grande parte dos beneficiários vive em regiões com mercado de trabalho precário, sem transporte público adequado e sem rede de apoio básica como creches.
O que vem pela frente
Entrar no ano eleitoral com 21 milhões de famílias dependendo do Bolsa Família coloca a política social no centro da disputa de 2026. A escolha vai ser entre aprofundar a cobertura dos programas ou revisar critérios de forma que pode excluir quem genuinamente precisa. Para quem aguarda o pagamento na quarta semana de maio, essa não é uma questão de campanha, é uma questão de sobrevivência.
Perguntas frequentes
Quem tem direito ao Bolsa Família em 2026? Famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza inscritas no Cadastro Único (CadÚnico). O valor base é R$ 600, com adicionais para filhos pequenos, adolescentes e gestantes.
Quando é pago o Bolsa Família em maio de 2026? Os pagamentos começam no dia 18 de maio e seguem até o fim do mês, conforme o último dígito do NIS de cada beneficiário.
O que muda com a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil? Mais de 15 milhões de trabalhadores deixam de pagar Imposto de Renda, com impacto direto no orçamento mensal dessas famílias e no consumo.
O que Romeu Zema propõe para o Bolsa Família? O pré-candidato defende o corte do benefício para quem recusar vagas de emprego formal, usando o Sine como sistema de controle. Críticos apontam que a proposta ignora as condições reais do mercado de trabalho em regiões periféricas e a ausência de infraestrutura básica para inserção produtiva.
- tvtnews.com.br — https://tvtnews.com.br/governo-lula-apresenta-resultados-historicos/
- ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula/
- gov.br — https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2023/04/em-100-dias-250-realizacoes-que-ja-mudaram-os-rumos-do-brasil
- valor.globo.com — https://valor.globo.com/politica/noticia/2026/05/04/zema-afirma-que-cortara-o-bolsa-familia-para-parcela-que-chama-de-geracao-de-imprestaveis.ghtml
- diariodepernambuco.com.br — https://www.diariodepernambuco.com.br/dpmais/bolsa-familia-vai-ser-turbinado-com-pix-de-r-900-em-maio/