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Governo Lula bate recordes sociais em balanço de três anos

Em reunião ministerial, governo Lula apresenta dados históricos de redução da pobreza, emprego formal e isenção de IR que marcam três anos de gestão.

Por Sofia Albuquerque · Correspondente Internacional
TL;DR · 5 min de leitura

Em reunião ministerial, governo Lula apresenta dados históricos de redução da pobreza, emprego formal e isenção de IR que marcam três anos de gestão.

Nove milhões de brasileiros saíram da pobreza e outros 13 milhões deixaram a extrema pobreza entre 2022 e 2024. Os números foram apresentados pelo ministro Rui Costa durante reunião ministerial realizada em 17 de dezembro, na Granja do Torto, em Brasília. O balanço encerra o terceiro ano do governo Lula 3 com índices que a equipe ministerial classifica como históricos.

A renda per capita do país cresceu 4,9% no período, mas o dado que chama mais atenção é o avanço entre as famílias de menor renda: 13,2% de crescimento real. Para Costa, esse contraste revela a escolha política do governo com clareza. O cenário contrasta com o período anterior, em que a base da pirâmide social viu a renda estagnada enquanto o custo de vida subia.

Entre as medidas aprovadas na segunda fase do mandato está a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, beneficiando mais de 15 milhões de trabalhadores. A mudança foi enquadrada pelo governo dentro de uma lógica redistributiva: quem tem mais contribui um pouco mais para que a maioria pague menos.

O que mudou no cotidiano das famílias

Quando o governo Lula concluiu seu segundo mandato, em 2010, a transferência de renda já havia tirado dezenas de milhões da miséria. O retorno ao Planalto em 2023 veio com o Bolsa Família reformulado: patamar mínimo de R$ 600, mais R$ 150 por criança entre 0 e 6 anos. Segundo o gov.br, só em março de 2023, primeiro mês de pagamentos, 21,1 milhões de famílias receberam em média R$ 670,33, recorde histórico dos programas de transferência de renda do país.

Essa injeção de renda combinada com geração de emprego formal começa a aparecer nos dados municipais. Em Saquarema, no litoral fluminense, o número de trabalhadores com carteira assinada cresceu 7,92% entre março de 2025 e março de 2026, bem acima da média estadual de 2,82%, de acordo com o Extra. São 16.454 empregos formais, recorde histórico do município desde 2020. Férias, décimo terceiro salário, FGTS, INSS: direitos que voltam a fazer parte da vida de mais trabalhadores.

Kauan Jefferson, 20 anos, é um rosto desse número. Após concluir um curso de técnico em refrigeração oferecido pela prefeitura local, enviou currículo para uma vaga sem muita esperança. Duas horas depois estava convocado para entrevista, e conseguiu o emprego três dias antes de terminar o curso. A história dele repete um padrão que a política pública ajuda a criar: qualificação profissional somada a mercado aquecido abre porta para quem nunca teve oportunidade.

A volta do Mais Médicos e os limites do balanço

Outra frente reativada logo no início do mandato foi o Mais Médicos. O programa, criado em 2013 e desmontado durante o governo anterior, chegou ao fim de 2022 com 12.100 profissionais e cinco mil equipes de saúde sem médico, segundo o PT de Minas. A meta para 2023 foi contratar 15 mil novos profissionais, com preferência para médicos brasileiros.

Conforme noticiou o TVT News, Rui Costa reconheceu na reunião de dezembro que há objetivos a cumprir no último ano do mandato. O balanço positivo não apaga a agenda que ainda está em aberto, e o próprio governo admite que o trabalho não terminou.

O que esses números significam

Há um fio histórico que ajuda a interpretar esses dados. Nos dois primeiros mandatos de Lula, entre 2003 e 2010, o Brasil retirou cerca de 28 milhões de pessoas da pobreza. O governo Lula 3 retoma esse trajeto após um período de retrocesso expressivo, e a velocidade da recuperação chama atenção: 22 milhões saindo da pobreza e da extrema pobreza em dois anos sugere que parte da piora anterior foi resultado de escolhas deliberadas de política pública, não apenas de conjuntura econômica.

A isenção do IR para até R$ 5 mil é a aposta mais ousada da segunda fase do mandato. Se confirmada e mantida, altera de forma permanente o perfil tributário do país, ampliando a renda disponível de trabalhadores de classe média baixa e estimulando o consumo interno. O desafio do próximo ano será sustentar esses avanços em ambiente fiscal mais restritivo e com eleições no horizonte de 2026.

Perguntas frequentes

O que é o Bolsa Família do governo Lula 2025? É o programa relançado em 2023 com valor mínimo garantido de R$ 600 por família, acrescido de R$ 150 por criança de 0 a 6 anos. Em março de 2023, pagou em média R$ 670,33 para 21,1 milhões de famílias, recorde histórico.

Quantas pessoas saíram da pobreza no governo Lula 3? Segundo o ministro Rui Costa, quase 9 milhões saíram da pobreza e mais 13 milhões deixaram a extrema pobreza entre 2022 e 2024.

O que muda com a isenção de IR para salários até R$ 5 mil? Mais de 15 milhões de trabalhadores deixam de pagar Imposto de Renda, ganhando renda disponível maior todo mês para consumo e poupança.

Como o emprego formal está crescendo no país? Municípios como Saquarema (RJ) registram recordes históricos de empregos com carteira assinada, com crescimento de 7,92% em um ano, quase três vezes acima da média estadual do Rio de Janeiro.

Fontes
  • tvtnews.com.br — https://tvtnews.com.br/governo-lula-apresenta-resultados-historicos/
  • ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula/
  • gov.br — https://www.gov.br/planalto/pt-br/acompanhe-o-planalto/noticias/2023/04/em-100-dias-250-realizacoes-que-ja-mudaram-os-rumos-do-brasil
  • extra.globo.com — https://extra.globo.com/rio/cidades/saquarema/noticia/2026/05/saquarema-de-carteira-assinada-cidade-tem-recorde-de-trabalhadores-em-regime-clt.ghtml
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