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Governo Lula zera IR para 15 mi e tira 22 mi da pobreza

Da isenção do IR à queda histórica da pobreza, o governo Lula 3 mostra como redistribuir renda muda a vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

Por Caio Bittencourt · Reporter de Economia Popular
TL;DR · 5 min de leitura

Da isenção do IR à queda histórica da pobreza, o governo Lula 3 mostra como redistribuir renda muda a vida de milhões de trabalhadores brasileiros.

O Brasil tem hoje 22 milhões de pessoas a menos na pobreza e na extrema pobreza do que tinha em 2022. Esse número foi apresentado pelo ministro-chefe da Casa Civil, Rui Costa, em reunião ministerial em dezembro de 2025, e resume a aposta central da segunda fase do governo Lula: usar a política pública para redistribuir renda de baixo para cima.

A medida mais emblemática dessa virada foi a aprovação do projeto que zera o Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, beneficiando mais de 15 milhões de trabalhadores. Para Rui Costa, a aprovação foi uma declaração de princípios sobre de que lado o governo está.

Redistribuição que aparece nos dados

A renda per capita nacional cresceu 4,9% no período. Entre os mais pobres, esse mesmo indicador subiu 13,2%, quase o triplo da média. A diferença não é acidental: ela reflete a combinação de transferências diretas, como o Bolsa Família, com ampliação do emprego formal e políticas setoriais de saúde e educação.

Segundo balanço registrado pelo PCdoB em agosto de 2025, o governo Lula 3 apresentou dados que incluem a saída do Brasil do Mapa da Fome da ONU, a menor desigualdade desde 2012 e a retirada de 8,7 milhões de pessoas da pobreza até 2023. Outros 3,1 milhões deixaram a condição de extrema pobreza no mesmo período.

Nesta semana, o Bolsa Família antecipou o pagamento de abril para cerca de 731 mil famílias em 173 municípios do Norte e Nordeste, em resposta a emergências climáticas. Conforme noticiado pelo FDR, a liberação ocorreu no dia 16 de abril, sem necessidade de aguardar a ordem habitual pelo NIS.

Saúde e educação fora do papel

O SUS registrou 14 milhões de cirurgias eletivas em 2024, um avanço de 37% sobre o último ano do governo Bolsonaro. A cifra representa não só a recuperação do atraso acumulado durante a pandemia, mas a retomada de uma capacidade operacional corroída pelo subfinanciamento.

Na educação, o programa Pé-de-Meia atende hoje 5,6 milhões de jovens do ensino médio público com incentivos financeiros para manter a frequência escolar. Mais de 1,4 milhão de novas matrículas foram abertas em escolas de tempo integral, e 73% dos concluintes do ensino médio da rede pública confirmaram inscrição no Enem. Outras 3,6 mil novas creches ampliam o acesso à educação infantil e liberam, especialmente, mães trabalhadoras para o mercado formal.

O que esses números significam de verdade

Para entender a magnitude, vale lembrar o ponto de partida. Nos primeiros 100 dias, documentados pelo PT de Minas, o governo já apontava a herança recebida: Bolsa Família desidratado, Mais Médicos reduzido de 18 mil para 12 mil profissionais em atividade, déficit histórico de creches e fila de cirurgias represadas no SUS. Recuperar esse terreno exigiu ao mesmo tempo responsabilidade fiscal e expansão seletiva do gasto social.

A TVT News registrou que Rui Costa, ao apresentar o balanço de dezembro de 2025, enquadrou a segunda fase como uma escolha política deliberada: fazer com que quem tem mais contribua para financiar políticas universais. A isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil é o símbolo mais visível dessa lógica, mas ela percorre toda a arquitetura de gastos da gestão.

O desafio que fica

Para o último ano do mandato, o governo enfrenta a pressão de manter os resultados sociais sem abrir espaço para instabilidade fiscal, num cenário internacional mais hostil. A antecipação do Bolsa Família para famílias em situação de emergência esta semana lembra que a agenda de inclusão não convive bem com a crise climática: as regiões mais vulneráveis do país são as mesmas que mais sofrem com eventos extremos.

O que o governo Lula 3 faz com essa janela de um ano dirá muito sobre o legado que pretende deixar.

Perguntas frequentes

Quem tem direito à isenção do IR até R$ 5 mil? Todos os trabalhadores com rendimento mensal tributável de até R$ 5 mil, tanto do setor privado quanto do público. A medida beneficia mais de 15 milhões de brasileiros, conforme aprovação no Congresso.

O Bolsa Família foi antecipado para todo o Brasil em abril de 2026? Não. A antecipação foi restrita a 173 municípios em situação de emergência ou calamidade, principalmente no Norte e Nordeste, beneficiando cerca de 731 mil famílias. Para os demais beneficiários, o calendário normal segue por ordem do NIS.

O Brasil saiu de fato do Mapa da Fome da ONU? Segundo o balanço do governo Lula 3 de agosto de 2025, sim. A retirada foi citada como uma das principais conquistas sociais do período. A confirmação definitiva depende dos relatórios periódicos da FAO.

Quanto cresceu a renda dos mais pobres no governo Lula 3? A renda per capita média cresceu 4,9% no país. Entre a parcela mais pobre, o crescimento foi de 13,2%, quase o triplo da média nacional, reflexo das políticas de transferência de renda e ampliação do emprego formal.

Fontes
  • tvtnews.com.br — https://tvtnews.com.br/governo-lula-apresenta-resultados-historicos/
  • ptmg.org.br — https://ptmg.org.br/veja-as-principais-conquistas-dos-100-dias-do-governo-lula/
  • esferabrasil.com.br — https://esferabrasil.com.br/newsletter/as-conquistas-da-economia-brasileira-nos-ultimos-7-anos-e-os-desafios-do-governo-lula-3/
  • pcdob.org.br — https://pcdob.org.br/2025/08/governo-lula-3-apresenta-seus-principais-avancos-confira-area-a-area/
  • pt.wikipedia.org — https://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva
  • fdr.com.br — https://fdr.com.br/2026/04/17/bolsa-familia-norte-e-nordeste-terao-pagamento-antecipado-em-abril/
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