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Mais Médicos: 1.524 vagas para levar saúde onde o povo mais precisa

Governo Lula abre inscrições para o 45º ciclo do Mais Médicos com vagas para Saúde da Família, comunidades indígenas e população de rua.

Por Redacao esquerda.blog
TL;DR · 3 min de leitura

Governo Lula abre inscrições para o 45º ciclo do Mais Médicos com vagas para Saúde da Família, comunidades indígenas e população de rua.

O Ministério da Saúde abriu inscrições para o 45º ciclo do Programa Mais Médicos, com 1.524 novas vagas para profissionais atuarem na Atenção Primária à Saúde nas regiões mais carentes do Brasil (Ministério da Saúde). As inscrições seguem abertas até 8 de abril de 2026 pela Plataforma de Gerenciamento de Programas de Provimento.

O edital reforça a estratégia do governo Lula de expandir o acesso à saúde onde o SUS mais precisa chegar — nas periferias, no interior profundo, nas aldeias indígenas e nas ruas das grandes cidades.

Vagas que chegam onde o mercado não vai

Do total de vagas, 1.351 são para equipes de Saúde da Família, modelo que leva atendimento contínuo e preventivo às comunidades (Agência Gov). Outras 75 vagas são para o Consultório na Rua, serviço que atende a população em situação de rua, e 98 vagas são destinadas a Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), levando atendimento médico a comunidades originárias que historicamente sofrem com a ausência de profissionais de saúde (Ministério da Saúde).

É o tipo de política pública que o mercado privado jamais faria: colocar médicos onde não há lucro, mas onde há gente que precisa.

Um programa que já transformou o Brasil

Criado em 2013 pelo governo Dilma Rousseff e retomado com força total pelo presidente Lula, o Mais Médicos já conta com mais de 26 mil médicos atuando em todo o país (Agência Gov). É uma das maiores políticas de saúde pública da história do Brasil, garantindo que comunidades vulneráveis, indígenas e população de rua tenham acesso a atendimento de qualidade pelo SUS.

Os profissionais selecionados neste ciclo atuarão por 48 meses, tempo suficiente para criar vínculos com as comunidades e gerar impacto real na saúde local (Agência Gov).

Segundo Felipe Proenço, secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde, “o programa é fundamental para reduzir a falta de especialistas em regiões prioritárias e ampliar a cobertura assistencial onde o SUS mais precisa chegar” (Ministério da Saúde).

Saúde como direito, não como privilégio

Vale lembrar que o Mais Médicos foi alvo de ataques sistemáticos durante o governo Bolsonaro, que provocou a saída dos médicos cubanos e deixou milhares de comunidades sem atendimento. O programa foi esvaziado justamente quando o Brasil mais precisava de profissionais de saúde — às vésperas da pandemia de Covid-19.

A retomada pelo governo Lula representou a reconstrução de uma política essencial. Com mais de 26 mil profissionais em atividade e novas vagas sendo abertas a cada ciclo, o Mais Médicos reafirma que saúde é direito de todos — e que o Estado tem o dever de garantir atendimento onde a iniciativa privada não chega.

Fontes

  • Ministério da Saúde — https://www.gov.br/saude/pt-br/assuntos/noticias/2026/abril/ministerio-da-saude-abre-inscricoes-ate-8-de-abril-para-o-programa-mais-medicos
  • Agência Gov — https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202604/ministerio-da-saude-abre-inscricoes-para-o-programa-mais-medicos
  • Metro 1 — https://www.metro1.com.br/noticias/brasil/180469,governo-lanca-edital-com-15-mil-vagas-para-atuar-no-mais-medicos
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