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ATL 2026: ciência brasileira lança sensor de ar para indígenas

No maior encontro indígena da América Latina, IPAM e UFPA lançam tecnologia nacional de monitoramento do ar para Terras Indígenas onde o ar ficou insalubre por 138 dias em 2024.

Por Redacao esquerda.blog
TL;DR · 2 min de leitura

No maior encontro indígena da América Latina, IPAM e UFPA lançam tecnologia nacional de monitoramento do ar para Terras Indígenas onde o ar ficou insalubre por 138 dias em 2024.

Maior mobilização indígena da América Latina abre em Brasília

O Acampamento Terra Livre (ATL) abriu suas portas neste domingo (5) no Eixo Cultural Ibero-Americano, em Brasília, reunindo milhares de representantes dos povos originários de todo o Brasil (APIB). Na sua 23ª edição, o evento traz como tema central ‘Nosso futuro não está à venda: a resposta somos nós’ — um recado direto aos que insistem em transformar território em mercadoria.

O ATL segue até 11 de abril, com plenárias sobre direitos territoriais, crise climática e participação eleitoral (APIB).

Uma injustiça histórica exposta em números

O cenário que motivou um dos lançamentos mais importantes do ATL 2026 é revelador: das 570 estações de monitoramento da qualidade do ar existentes no Brasil, apenas 12 estão localizadas em Terras Indígenas (Agência Brasil). Enquanto isso, em 2024, o ar nessas regiões ficou insalubre por 138 dias por causa das secas e queimadas na Amazônia (Agência Brasil). Povos que menos contribuem para a crise climática são os que mais sofrem — sem nem mesmo ter dados para provar e reivindicar.

A resposta da ciência brasileira

É justamente para corrigir essa distorção que o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM), em parceria com a Universidade Federal do Pará (UFPA), lança no ATL 2026 um sensor de qualidade do ar de baixo custo, desenvolvido inteiramente no Brasil (Agência Brasil).

O pesquisador Filipe Viegas Arruda, do IPAM, explicou que o equipamento “vai permitir o monitoramento para além dos centros urbanos, alcançando comunidades tradicionais, áreas protegidas e propriedades rurais” (Agência Brasil). A tecnologia foi desenvolvida com proteção especial contra insetos e poeira — problemas que inutilizam equipamentos importados na região amazônica (Agência Brasil).

RedeAr: ciência, movimento e saúde unidas

O sensor integra a RedeAr, articulada pelo IPAM com a COIAB (Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira), o CONAQ (Coordenação Nacional de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas) e o CNS (Conselho Nacional de Saúde) (Agência Brasil). A iniciativa prevê o lançamento inicial de 60 sensores, com meta de chegar a 200 instalações até o fim de 2026.

Fontes

  • Agência Brasil — https://agenciabrasil.ebc.com.br/meio-ambiente/noticia/2026-04/sensor-do-ar-de-baixo-custo-de-sera-lancado-no-acampamento-terra-livre
  • APIB — https://apiboficial.org/2026/04/01/acampamento-terra-livre-inicia-atividades-do-abril-indigena-em-brasilia-df/
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