Tarifaço de Trump faz 1 ano: fracasso que custou caro aos EUA
Um ano após o 'Liberation Day', déficit comercial dos EUA mal se moveu e trabalhadores americanos pagaram a conta. Brasil resistiu com diplomacia.
Um ano após o 'Liberation Day', déficit comercial dos EUA mal se moveu e trabalhadores americanos pagaram a conta. Brasil resistiu com diplomacia.
Um ano depois do chamado Liberation Day, o balanço do tarifaço de Donald Trump é devastador — para os próprios americanos. Em 2 de abril de 2025, o presidente dos Estados Unidos impôs tarifas recíprocas de até 50% contra 185 países, incluindo o Brasil, prometendo “libertar” a economia americana. O resultado? Um fracasso retumbante.
Déficit nem se mexeu, mas o povo pagou a conta
O grande objetivo declarado de Trump era reduzir o déficit comercial dos EUA. Pois bem: em um ano, o déficit caiu apenas 0,2% — de US$ 903,5 bilhões para US$ 901,5 bilhões (Exame). Uma variação insignificante que expõe a farsa da política protecionista trumpista.
Enquanto o déficit ficou praticamente no mesmo lugar, quem sentiu o golpe foram os trabalhadores e as famílias americanas. Cerca de 90% dos custos das tarifas foram repassados diretamente aos consumidores dos EUA, representando um aumento médio de US$ 1.000 por família ao longo de 2025 (Times Brasil / CNBC). A indústria americana, que Trump jurava proteger, perdeu cerca de 89 mil postos de trabalho no período (Times Brasil / CNBC).
Não à toa, a aprovação econômica de Trump despencou para apenas 31% (Poder360).
Suprema Corte declarou tarifaço ilegal
Em fevereiro de 2026, a própria Suprema Corte dos Estados Unidos declarou o tarifaço ilegal, em decisão de 6 votos a 3, e determinou que mais de US$ 160 bilhões cobrados indevidamente de importadores americanos devem ser objeto de reembolso — processo que ainda tramita no tribunal de comércio internacional (Exame). Trump foi obrigado a recuar e impor uma tarifa global reduzida de 10%, com base em outra legislação — válida apenas até julho de 2026.
Ou seja: além de não funcionar, o tarifaço era inconstitucional. Um fiasco jurídico, econômico e político.
Brasil resistiu com diplomacia e saiu fortalecido
O Brasil foi um dos alvos mais duros da ofensiva protecionista. Em agosto de 2025, as tarifas sobre produtos brasileiros chegaram a 50% (Poder360). Mas o governo Lula apostou na via diplomática. Após o encontro entre o presidente Lula e Trump em novembro de 2025, na cúpula da ASEAN na Malásia, o Brasil conquistou a revogação das tarifas de 40% sobre produtos agrícolas estratégicos como café, carne bovina e banana (Exame). Hoje, a tarifa sobre o Brasil é de 10%, igual à aplicada a todos os demais países.
A postura firme e equilibrada do governo brasileiro contrasta com a agressividade irresponsável de Trump, que ao apostar no confronto comercial prejudicou os próprios trabalhadores e consumidores americanos — e acabou desautorizado pela mais alta corte do país.
Fontes
- Exame — https://exame.com/mundo/um-ano-depois-tarifaco-de-trump-nao-mudou-deficit-comercial-dos-eua/
- Times Brasil / CNBC — https://timesbrasil.com.br/mundo/tarifas-trump/tarifaco-trump-um-ano-incerteza-guerra-desgaste-politico/
- Poder360 — https://www.poder360.com.br/poder-internacional/conhecido-como-liberation-day-tarifaco-de-trump-faz-1-ano/